Camões e Osman Lins: uma aproximação bem maquinada

Em Avalovara, de Osman Lins, uma semivelada convergência com Camões se insinua. A protagonista feminina assiste à montagem de um aparato no espaço relacionado ao seu destino. Um adjetivo bem plantado e uma rima trazem a antiga máquina do mundo do poema de Camões para o romance contemporâneo. A enve...

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Bibliographic Details
Main Author: Maria Lucia Guimarães de Faria
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal de Pernambuco 2024-11-01
Series:Revista Investigações
Subjects:
Online Access:https://periodicos.ufpe.br/revistas/index.php/INV/article/view/263561
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Description
Summary:Em Avalovara, de Osman Lins, uma semivelada convergência com Camões se insinua. A protagonista feminina assiste à montagem de um aparato no espaço relacionado ao seu destino. Um adjetivo bem plantado e uma rima trazem a antiga máquina do mundo do poema de Camões para o romance contemporâneo. A envergadura das duas máquinas as aproxima: o artefato osmaniano capta os fastos do mundo e os verte em , que se torna “a foz terrível das coisas”. Os desdobramentos da máquina osmaniana têm notas sinistras, mas a ela se entrelaça um Eros cosmogônico, assim como da máquina camoniana irradia-se o Amor. Palavras-chave: Camões. Osman Lins. Máquina do mundo. Eros.
ISSN:0104-1320
2175-294X