Hotel e cidade moderna

O italiano Giacomo Palumbo (1891-1966) foi o arquiteto de maior destaque atuando na cidade de Recife entre as décadas de 1920 e 1930. Reconhecido pelos seus estudos em Paris, produziu as mais importantes obras públicas e privadas deste período, seguindo o vocabulário arquitetônico clássico e ecléti...

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Main Authors: Fernando Diniz Moreira, Karine Maria Gonçalves Cortez
Format: Article
Language:English
Published: Pontifícia Universidade Católica de Campinas 2024-09-01
Series:Oculum Ensaios
Subjects:
Online Access:https://periodicos.puc-campinas.edu.br/oculum/article/view/7828
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author Fernando Diniz Moreira
Karine Maria Gonçalves Cortez
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description O italiano Giacomo Palumbo (1891-1966) foi o arquiteto de maior destaque atuando na cidade de Recife entre as décadas de 1920 e 1930. Reconhecido pelos seus estudos em Paris, produziu as mais importantes obras públicas e privadas deste período, seguindo o vocabulário arquitetônico clássico e eclético. Entre seus projetos estão a Faculdade de Medicina de Recife, o Palácio da Justiça e o Hospital Centenário, e diversas residências. Apesar da magnitude de sua obra, que se estendeu para outras cidades do Nordeste e para o Rio de Janeiro, existem grandes lacunas e omissões na historiografia da arquitetura sobre sua figura. Como recorte de uma pesquisa mais ampla que procura resgatar sua trajetória e obra em Recife, este artigo busca mostrar a atuação de Palumbo nos bairros centrais por meio da análise de dois hotéis: o Grande Hotel de Recife e o Hotel Central, projetados e construídos entre 1924 e 1938. Em relação à metodologia, foram realizadas consultas aos acervos públicos do Estado de Pernambuco, aos periódicos e jornais diários da época, e diversas fontes bibliográficas que se debruçaram sobre o tema. Os resultados obtidos indicam que os hotéis se estabeleceram como locais de luxo por questões estilísticas, conforto, higiene, inovações tecnológicas, riqueza de usos e por oferecerem novos espaços de sociabilidade, de negócios e lazer, consolidando-se como expressão econômica, política e simbólica da modernidade em Recife.
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language English
publishDate 2024-09-01
publisher Pontifícia Universidade Católica de Campinas
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spelling doaj-art-f492c15fba8a4a3a8cea3771793ca8dc2025-01-06T19:37:03ZengPontifícia Universidade Católica de CampinasOculum Ensaios2318-09192024-09-012110.24220/2318-0919v21e2024a7828Hotel e cidade modernaFernando Diniz Moreira0https://orcid.org/0000-0002-1387-4036Karine Maria Gonçalves Cortez1https://orcid.org/0009-0001-3850-9406Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Arquitetura e Urbanismo, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano.Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Centro de Tecnologia, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura Urbanismo O italiano Giacomo Palumbo (1891-1966) foi o arquiteto de maior destaque atuando na cidade de Recife entre as décadas de 1920 e 1930. Reconhecido pelos seus estudos em Paris, produziu as mais importantes obras públicas e privadas deste período, seguindo o vocabulário arquitetônico clássico e eclético. Entre seus projetos estão a Faculdade de Medicina de Recife, o Palácio da Justiça e o Hospital Centenário, e diversas residências. Apesar da magnitude de sua obra, que se estendeu para outras cidades do Nordeste e para o Rio de Janeiro, existem grandes lacunas e omissões na historiografia da arquitetura sobre sua figura. Como recorte de uma pesquisa mais ampla que procura resgatar sua trajetória e obra em Recife, este artigo busca mostrar a atuação de Palumbo nos bairros centrais por meio da análise de dois hotéis: o Grande Hotel de Recife e o Hotel Central, projetados e construídos entre 1924 e 1938. Em relação à metodologia, foram realizadas consultas aos acervos públicos do Estado de Pernambuco, aos periódicos e jornais diários da época, e diversas fontes bibliográficas que se debruçaram sobre o tema. Os resultados obtidos indicam que os hotéis se estabeleceram como locais de luxo por questões estilísticas, conforto, higiene, inovações tecnológicas, riqueza de usos e por oferecerem novos espaços de sociabilidade, de negócios e lazer, consolidando-se como expressão econômica, política e simbólica da modernidade em Recife. https://periodicos.puc-campinas.edu.br/oculum/article/view/7828ArquiteturaBelas ArtesGrande HotelHotel CentralModernização
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