Linguagem Política e Leituras do Contrato Social nos alvores da Revolução Liberal em Portugal
O vocabulário político que impulsionou a expansão editorial e periódica em Portugal, em finais do século XVIII, tem subjacente a divulgação do pensamento de Jean-Jacques Rousseau. Depois da Revolução de 1820, o Contrato Social (1762) foi traduzido para português e conheceu três edições no espaço de...
Saved in:
Main Author: | |
---|---|
Format: | Article |
Language: | Portuguese |
Published: |
Coimbra University Press
2013-11-01
|
Series: | Revista de História da Sociedade e da Cultura |
Subjects: | |
Online Access: | https://impactum-journals.uc.pt/rhsc/article/view/15029 |
Tags: |
Add Tag
No Tags, Be the first to tag this record!
|
Summary: | O vocabulário político que impulsionou a expansão editorial e periódica em Portugal, em finais do século XVIII, tem subjacente a divulgação do pensamento de Jean-Jacques Rousseau. Depois da Revolução de 1820, o Contrato Social (1762) foi traduzido para português e conheceu três edições no espaço de um ano.
Os publicistas liberais e os escritores mais acutilantes inspiraram-se diretamente em Jean-Jacques Rousseau para sublinharem a importância dos direitos do homem e do cidadão e as vantagens do pacto social e das leis. Por outro lado, as controvérsias em torno dos conceitos de vontade geral, opinião pública e religião civil evidenciam os limites colocados à aceitação, com reservas, da teoria política do Contrato Social. Ainda assim, para reforçar o lado prático de adesão afetiva à causa liberal, a sociabilidade política, assente na observância sagrada da lei e no compromisso do contrato social, confere um papel primacial à catequese revolucionária e à educação cívica do povo.
|
---|---|
ISSN: | 1645-2259 2183-8615 |