Atividade física e fatores associados durante a pandemia de COVID-19 em universitários brasileiros: revisão de escopo

Neste estudo objetivou-se mapear as publicações nacionais que abordam a variável atividade física e fatores associados entre estudantes universitários brasileiros durante a pandemia de COVID-19. Trata-se de uma revisão de escopo a partir de estudos originais, desenvolvidos no Brasil, publicados ent...

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Main Authors: Jean Carlos de Goveia, Thaiane Moleta Vargas, José Roberto Herrera Cantorani, Bruno Pedroso, Leandro Martinez Vargas
Format: Article
Language:English
Published: Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde 2024-06-01
Series:Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde
Subjects:
Online Access:https://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/15206
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Description
Summary:Neste estudo objetivou-se mapear as publicações nacionais que abordam a variável atividade física e fatores associados entre estudantes universitários brasileiros durante a pandemia de COVID-19. Trata-se de uma revisão de escopo a partir de estudos originais, desenvolvidos no Brasil, publicados entre 2020 e 2023, realizados no cenário clínico da pandemia de COVID-19 e indexados nas bases de dados: Web of Science, PubMed, Scopus, LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e Google Scholar. Ao constatar-se diferentes abordagens e fatores associados a problemática, a síntese descritiva foi explorada em subtópicos “nível de atividade física e comportamento sedentário” “saúde mental” e “sono”. Dos 1.180 artigos iniciais, 11 artigos compuseram a síntese, abrangendo distintos padrões amostrais, variando de 68 a 5.720 estudantes, conduzidos em diferentes estados brasileiros. Apesar dessa variedade regional, observou-se uma escassez de estudos nas regiões Norte e Centro-Oeste. A prevalência de inatividade física entre os estudantes variou de 40,0% a 49,3%. O isolamento social e as restrições contribuíram para essa tendência. A saúde mental também foi acometida, com sintomas de ansiedade e depressão mais comuns entre os inativos. Por outro lado, os estudantes ativos relataram melhor saúde mental. A relação entre atividade física e sono não foi clara, mas a pandemia intensificou os problemas de sono em geral. Em suma, futuras pesquisas são relevantes para explorar causas, efeitos e influências regionais. A combinação de métodos qualitativos e quantitativos podem oferecer perspectivas mais abrangentes das experiências dos estudantes em relação à atividade física durante crises de saúde pública.
ISSN:2317-1634