Pandemia da COVID-19 e as consequentes alterações comportamentais de uma comunidade universitária
Objetivou-se avaliar as variações comportamentais, estilo de vida e indicador nutricional de uma comunidade acadêmica antes e durante a pandemia de COVID-19. Estudo transversal, epidemiológico, com 1655 integrantes da Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, de ambos os sexos e idades...
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Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde
2024-01-01
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Objetivou-se avaliar as variações comportamentais, estilo de vida e indicador nutricional de uma comunidade acadêmica antes e durante a pandemia de COVID-19. Estudo transversal, epidemiológico, com 1655 integrantes da Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, de ambos os sexos e idades entre 17 a 72 anos. Via Google Forms, aplicou-se o questionário adaptado do “ConVid: Pesquisa de Comportamentos”, e a versão curta do IPAQ. Utilizou-se o teste de McNemar para comparação dos indicadores entre estilo de vida antes e durante a pandemia (p < 0,05) e regressão logística binária para associação com diagnóstico da COVID-19. Observou-se que durante a pandemia houve uma prevalência de aumento (p < 0,001) de indivíduos que não atingiram as recomendações para caminhada (42,8% para 80,6%); atividade física moderada (74,3% para 80,6%) e vigorosa (64,6% para 71,8%). Além disso, aumento no tempo de uso considerado elevado (p < 0,001), para televisão (2,4% para 12,7%) e computador/tablet (58,1% para 81,8%). O consumo de álcool passou de 64,1% para 64,9% (p < 0,001), enquanto o uso de cigarros foi de 5,7% para 7,8% (p < 0,001). A classificação do indicador nutricional também demonstrou mudanças significativas (p < 0,001), o percentual de obesidade (7,7% para 11,1%) e sobrepeso (22,6% para 28,1%). O risco de contaminação para COVID-19 foi maior entre aqueles menos ativos (OR = 1,34; IC95%: 1,04 – 1,64). Os resultados demonstraram diminuição do nível de atividade física, aumento do tempo sedentário, piora no estilo de vida e aumento do excesso de peso dos estudantes e servidores de uma comunidade acadêmica, devido às consequências impostas pelo período pandêmico, elevando fatores de risco à saúde.
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institution | Kabale University |
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publisher | Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde |
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spelling | doaj-art-471eeee4550b4636b723f19dc531577f2025-01-02T22:02:11ZengSociedade Brasileira de Atividade Física e SaúdeRevista Brasileira de Atividade Física e Saúde1413-34822317-16342024-01-012810.12820/rbafs.28e0319Pandemia da COVID-19 e as consequentes alterações comportamentais de uma comunidade universitáriaLarissa Quintão Guilherme0https://orcid.org/0000-0002-3620-6751Natiele Resende Bedim1https://orcid.org/0009-0003-6003-2506Valter Paulo Neves Miranda2https://orcid.org/0000-0002-2037-0573Paulo Roberto dos Santos Amorim3https://orcid.org/0000-0002-4327-9190Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Educação Física, Viçosa, Minas Gerais, Brasil.Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Educação Física, Viçosa, Minas Gerais, Brasil.Hospital de Clínicas da Universidade do Triângulo Mineiro, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Uberaba, Minas Gerais, Brasil.Universidade Federal de Viçosa, Departamento de Educação Física, Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Objetivou-se avaliar as variações comportamentais, estilo de vida e indicador nutricional de uma comunidade acadêmica antes e durante a pandemia de COVID-19. Estudo transversal, epidemiológico, com 1655 integrantes da Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, de ambos os sexos e idades entre 17 a 72 anos. Via Google Forms, aplicou-se o questionário adaptado do “ConVid: Pesquisa de Comportamentos”, e a versão curta do IPAQ. Utilizou-se o teste de McNemar para comparação dos indicadores entre estilo de vida antes e durante a pandemia (p < 0,05) e regressão logística binária para associação com diagnóstico da COVID-19. Observou-se que durante a pandemia houve uma prevalência de aumento (p < 0,001) de indivíduos que não atingiram as recomendações para caminhada (42,8% para 80,6%); atividade física moderada (74,3% para 80,6%) e vigorosa (64,6% para 71,8%). Além disso, aumento no tempo de uso considerado elevado (p < 0,001), para televisão (2,4% para 12,7%) e computador/tablet (58,1% para 81,8%). O consumo de álcool passou de 64,1% para 64,9% (p < 0,001), enquanto o uso de cigarros foi de 5,7% para 7,8% (p < 0,001). A classificação do indicador nutricional também demonstrou mudanças significativas (p < 0,001), o percentual de obesidade (7,7% para 11,1%) e sobrepeso (22,6% para 28,1%). O risco de contaminação para COVID-19 foi maior entre aqueles menos ativos (OR = 1,34; IC95%: 1,04 – 1,64). Os resultados demonstraram diminuição do nível de atividade física, aumento do tempo sedentário, piora no estilo de vida e aumento do excesso de peso dos estudantes e servidores de uma comunidade acadêmica, devido às consequências impostas pelo período pandêmico, elevando fatores de risco à saúde. https://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/15161Atividade físicaComportamento sedentárioIndicador nutricionalEstilo de vidaPandemia de COVID-19 |
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