Consumo, contestação e configurações afetivas na explosão social
A agitação social chilena de 2019 representa um ponto de viragem na história recente do país, desencadeando uma crise sociopolítica cujas causas e expressões continuam a ser debatidas. Para alguns, foi uma reação a décadas de políticas neoliberais, enquanto outros a associam à frustração de expecta...
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Format: | Article |
Language: | English |
Published: |
Universidade de São Paulo
2024-12-01
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Series: | Matrizes |
Subjects: | |
Online Access: | https://revistas.usp.br/matrizes/article/view/232658 |
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Summary: | A agitação social chilena de 2019 representa um ponto de viragem na história recente do país, desencadeando uma crise sociopolítica cujas causas e expressões continuam a ser debatidas. Para alguns, foi uma reação a décadas de políticas neoliberais, enquanto outros a associam à frustração de expectativas não satisfeitas numa sociedade de consumo. Este artigo explora a estratégia do núcleo de protesto – a “linha da frente” – para se espalhar e permanecer ativo através da sua presença em espaços de consumo. Utilizando uma abordagem netnográfica, analisamos os sistemas de significado do protesto em espaços comerciais, centrando-nos nas dimensões afectivas relacionadas com o consumo no contexto das mobilizações. Investigamos o modo como as atmosferas afectivas ligadas aos rituais de protesto e consumo funcionaram como ferramentas sociopolíticas, aproximando diferentes espaços, colectividades e práticas, e tentando estabelecer um diálogo — nem sempre bem-sucedido — no contexto da rutura da ordem institucional.
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ISSN: | 1982-2073 1982-8160 |