O futuro no rosto: da fisionomia à inteligência artificial
Este artigo analisa a semiótica cultural da matemática como linguagem baseada na cognição humana, mas frequentemente usada como retórica tendenciosa. Ao invés de apenas estruturar a realidade, confere comensurabilidade e precisão a domínios ideológicos. Foca-se na medição matemática do corpo, espec...
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Main Author: | |
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Format: | Article |
Language: | English |
Published: |
Universidade de São Paulo
2024-12-01
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Series: | Matrizes |
Subjects: | |
Online Access: | https://revistas.usp.br/matrizes/article/view/232627 |
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author | Massimo Leone |
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Este artigo analisa a semiótica cultural da matemática como linguagem baseada na cognição humana, mas frequentemente usada como retórica tendenciosa. Ao invés de apenas estruturar a realidade, confere comensurabilidade e precisão a domínios ideológicos. Foca-se na medição matemática do corpo, especialmente cabeça e rosto, práticas que, desde o Iluminismo, tentaram objetivar preconceitos racistas. A mensuração facial buscava definir beleza, inteligência e moralidade, mas serviu como ferramenta de controle biopolítico. A análise revela que o preconceito não está nas medições, mas na decisão de medir.
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format | Article |
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institution | Kabale University |
issn | 1982-2073 1982-8160 |
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publishDate | 2024-12-01 |
publisher | Universidade de São Paulo |
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spelling | doaj-art-3a55ac7ff2d74d9786f40b277c7d4a622025-01-04T18:09:22ZengUniversidade de São PauloMatrizes1982-20731982-81602024-12-0118310.11606/issn.1982-8160.v18i3p55-83O futuro no rosto: da fisionomia à inteligência artificialMassimo Leone0https://orcid.org/0000-0002-8144-4337Universidade de Turim Este artigo analisa a semiótica cultural da matemática como linguagem baseada na cognição humana, mas frequentemente usada como retórica tendenciosa. Ao invés de apenas estruturar a realidade, confere comensurabilidade e precisão a domínios ideológicos. Foca-se na medição matemática do corpo, especialmente cabeça e rosto, práticas que, desde o Iluminismo, tentaram objetivar preconceitos racistas. A mensuração facial buscava definir beleza, inteligência e moralidade, mas serviu como ferramenta de controle biopolítico. A análise revela que o preconceito não está nas medições, mas na decisão de medir. https://revistas.usp.br/matrizes/article/view/232627Matemáticamediçãoracismorostosemiótica |
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