A relação da vontade com a inteligência e com a sensibilidade, em todos os atos ou estados moralmente corretos ou errados

O  texto é a tradução do décimo primeiro capítulo da obra Doctrine of the Will (Doutrina da Vontade), de Asa Mahan, publicado originalmente em 1945. Nele, Mahan apresenta o modo como entendia a relação da Vontade com a Inteligência e com a Sensibilidade dos agentes morais, no que diz respeito à mor...

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Main Author: Silvério Becker
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Federal do Ceará 2024-12-01
Series:Argumentos
Subjects:
Online Access:http://www.periodicos.ufc.br/argumentos/article/view/93623
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institution Kabale University
issn 1984-4247
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language Portuguese
publishDate 2024-12-01
publisher Universidade Federal do Ceará
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spelling doaj-art-3406a855111b4dbda7f843faca90d0d12025-01-04T00:10:43ZporUniversidade Federal do CearáArgumentos1984-42471984-42552024-12-0116esp.A relação da vontade com a inteligência e com a sensibilidade, em todos os atos ou estados moralmente corretos ou erradosSilvério Becker0https://orcid.org/0000-0002-3449-4876Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) O  texto é a tradução do décimo primeiro capítulo da obra Doctrine of the Will (Doutrina da Vontade), de Asa Mahan, publicado originalmente em 1945. Nele, Mahan apresenta o modo como entendia a relação da Vontade com a Inteligência e com a Sensibilidade dos agentes morais, no que diz respeito à moralidade de suas ações. Nesse contexto, ele defende que a Vontade mantém uma relação tal com essas outras faculdades da mente humana que ela precisa render-se a uma delas, isto é, em todas as ações morais (ações livres) a Vontade sempre está em harmonia com a Inteligência, ou em harmonia com a Sensibilidade. Assim, o correto e o errado, no que concerne às ações livres, não estão na forma exterior das ações, mas na sua fonte, isto é, na intenção que as origina. Mahan defende uma unidade da ação moral, ou seja, defende que os agentes morais agem corretamente, ou agem errado, sem um meio termo. Conforme ele, esse é um princípio da filosofia moral apresentado pela razão, e também um princípio da teologia, apresentado pela Revelação. De acordo com esse princípio, a lei moral exige a dedicação de todos os poderes voluntários dos agentes morais à promoção, no mais elevado grau, do maior bem universal, como um fim último de suas ações, havendo, assim, uma identidade de caráter entre todos os agentes morais que agem corretamente. No texto a seguir, Mahan também esclarece que os exercícios morais, ou estados voluntários da mente, não consistem em estados excitados da Sensibilidade ou em algum tipo de emoção, mas ao contrário, se caracterizam por um estado ativo da Vontade, que sempre escolhe ou rejeita aquilo que o agente moral sabe que é correto ou que é errado. A sujeição voluntária aos impulsos da Sensibilidade, sem consideração pela obrigação moral é o que caracteriza o egoísmo, e este compreende todas as formas de vício, enquanto a benevolência compreende todas as formas de virtude.  http://www.periodicos.ufc.br/argumentos/article/view/93623Inteligência. Sensibilidade. Vontade. Benevolência. Egoísmo.
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